
Nariz escorrendo, espirros, congestão nasal e aquela sensação de que a respiração não está tão confortável. Esses sintomas podem aparecer tanto durante uma crise de rinite alérgica quanto em um resfriado, o que faz com que muitas pessoas tenham dificuldade para identificar o que realmente está acontecendo.
A confusão é compreensível: as duas condições compartilham vários sintomas. A diferença está principalmente na causa, na evolução do quadro e em alguns sinais que podem ajudar a distinguir uma situação da outra.
O resfriado é uma infecção das vias respiratórias causada por vírus. Já a rinite alérgica ocorre quando o sistema imunológico reage de maneira exagerada a substâncias normalmente inofensivas, como ácaros, pólen, mofo e proteínas presentes na descamação de animais.
A rinite alérgica não é contagiosa e pode se repetir sempre que a pessoa entra em contato com o fator desencadeante. Já o resfriado é uma infecção viral e pode ser transmitido de uma pessoa para outra.
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Característica |
Rinite alérgica |
Resfriado |
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Causa |
Reação do sistema imunológico a alérgenos, como ácaros, pólen, mofo e proteínas de animais |
Infecção causada por vírus respiratórios |
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Início |
Pode surgir rapidamente após contato com um gatilho |
Geralmente aparece após um período de incubação do vírus |
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Espirros |
Frequentemente repetidos e em sequência |
Podem ocorrer, mas não costumam ser o único sintoma |
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Coriza |
Geralmente transparente, fina e aquosa |
Pode começar transparente e ficar mais espessa ao longo da evolução |
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Coceira |
Muito comum no nariz, olhos, garganta ou céu da boca |
Não é uma característica predominante |
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Olhos |
Coceira, lacrimejamento e vermelhidão são frequentes |
Podem lacrimejar, mas coceira intensa é menos comum |
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Febre |
Não é característica |
Pode ocorrer, embora nem todo resfriado provoque febre |
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Dor no corpo |
Não é característica |
Pode ocorrer |
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Dor de garganta |
Pode ocorrer por irritação ou gotejamento nasal, mas não é típica |
É relativamente comum |
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Tosse |
Pode acontecer, principalmente por gotejamento de secreção |
É comum |
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Duração |
Pode persistir enquanto houver exposição ao gatilho |
Geralmente melhora em poucos dias |
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Contágio |
Não é contagiosa |
É contagioso |
Essas características são úteis como orientação, mas não substituem a avaliação médica. Além disso, uma pessoa pode ter rinite alérgica e, ao mesmo tempo, contrair um resfriado.
Alguns sinais podem ajudar a reconhecer um quadro de rinite alérgica.
A coceira é uma das características que mais ajudam a diferenciar a rinite alérgica de um resfriado.
Ela pode aparecer no nariz, nos olhos, na garganta e até no céu da boca. Também é comum ocorrerem lacrimejamento, vermelhidão ocular e uma sequência de espirros.
Esses sintomas acontecem porque, ao entrar em contato com um alérgeno, o organismo libera substâncias inflamatórias, incluindo a histamina, que participam do desenvolvimento da resposta alérgica.
Outro sinal de alerta para rinite alérgica é a repetição dos sintomas em determinadas situações.
Por exemplo:
Esse padrão pode indicar que existe um gatilho ambiental envolvido.
Ácaros, pólen, fungos e proteínas presentes na descamação de animais estão entre os desencadeantes mais conhecidos da rinite alérgica.
Sim.
Algumas pessoas apresentam sintomas sazonais relacionados principalmente à exposição ao pólen. Em outras, os sintomas ocorrem durante todo o ano, especialmente quando estão relacionados a alérgenos presentes dentro de casa, como ácaros e fungos.
A intensidade e a época das crises também podem variar de acordo com a região e as condições ambientais.
Não necessariamente.
A coriza transparente é muito comum na rinite alérgica, mas também pode aparecer nos primeiros dias de um resfriado.
Por isso, olhar apenas para a aparência da secreção não é suficiente para identificar a causa.
Quando a coriza clara aparece acompanhada de espirros em sequência, coceira no nariz ou nos olhos e lacrimejamento, a hipótese de rinite alérgica se torna mais provável.
Por outro lado, quando o quadro evolui com dor de garganta, tosse, mal-estar e sintomas gerais, uma infecção viral pode estar por trás do problema.
A cor da secreção nasal, isoladamente, não determina se uma infecção é viral ou bacteriana.
O resfriado é uma infecção viral das vias respiratórias superiores. Existem diversos vírus capazes de causá-lo, sendo os rinovírus alguns dos agentes mais comuns.
Os sintomas podem incluir:
Os sintomas costumam atingir maior intensidade nos primeiros dias e, na maioria das pessoas, melhoram espontaneamente em menos de uma semana. Algumas manifestações, especialmente tosse e coriza, podem persistir por mais tempo.
Pode dar, mas a febre não aparece em todos os casos.
Em adultos, quando ocorre, geralmente é baixa. Por isso, a presença ou ausência de febre não deve ser usada isoladamente para determinar se o quadro é um resfriado.
Na rinite alérgica, por outro lado, a febre não faz parte do quadro típico.
Em geral, não.
A rinite alérgica costuma provocar:
A ausência de febre pode ajudar a diferenciá-la de algumas infecções respiratórias. A ASBAI também destaca que a rinite alérgica não é contagiosa e não causa febre.
Isso não significa, porém, que toda pessoa sem febre tenha rinite. Um resfriado também pode ocorrer sem febre. Por isso, é necessário observar o conjunto de sintomas e a evolução do quadro.
É importante não confundir essas três condições.
A rinite alérgica está relacionada a uma resposta do sistema imunológico contra alérgenos e não é contagiosa.
O resfriado é causado por diferentes vírus respiratórios e geralmente apresenta sintomas mais leves e de curta duração.
Já a gripe é causada pelo vírus influenza e costuma provocar um quadro mais abrupto, podendo apresentar febre, dores no corpo, calafrios, cansaço importante e tosse.
Além disso, COVID-19 e outras infecções respiratórias também podem apresentar sintomas semelhantes. Quando existe suspeita de gripe ou COVID-19, especialmente em pessoas com maior risco de complicações, a avaliação médica e os testes indicados podem ser importantes para diferenciar essas doenças.
A rinite alérgica não se transforma automaticamente em sinusite.
Entretanto, a inflamação e a congestão nasal persistentes podem interferir na drenagem dos seios da face e favorecer o aparecimento de sintomas relacionados à rinossinusite.
Alguns sinais merecem atenção, como:
A presença desses sintomas não significa necessariamente que exista uma infecção bacteriana. Nem toda sinusite precisa de antibiótico, e a decisão sobre o tratamento depende da avaliação médica.
Tente perceber se as crises acontecem após contato com poeira, mofo, animais, produtos específicos ou durante determinadas épocas do ano.
Anotar a frequência, duração e possíveis desencadeantes pode ajudar bastante durante a consulta com o alergista.
Antialérgicos, descongestionantes, antibióticos e sprays nasais não devem ser utilizados indiscriminadamente.
O medicamento adequado depende da causa dos sintomas. Além disso, alguns descongestionantes nasais podem provocar problemas quando utilizados por períodos prolongados.
Antibióticos, por sua vez, não tratam o resfriado comum, pois ele é causado por vírus.
Para pessoas com rinite alérgica, algumas medidas ambientais podem ajudar a diminuir a exposição aos alérgenos.
Entre elas:
A ASBAI recomenda atenção especial ao ambiente do quarto, onde colchões, travesseiros, tapetes, cortinas e bichos de pelúcia podem acumular poeira e ácaros.
Nem todo episódio de espirros ou coriza exige uma consulta com especialista. Porém, a avaliação de um alergista é especialmente importante quando:
Uma investigação adequada pode identificar se o paciente realmente apresenta rinite alérgica, qual tipo de rinite está envolvido e quais fatores estão desencadeando ou agravando as crises.
Alguns sintomas não devem ser atribuídos simplesmente a uma rinite ou resfriado.
Procure atendimento médico rapidamente diante de:
Esses sinais podem indicar uma complicação ou uma condição diferente e precisam de avaliação profissional.
Rinite alérgica e resfriado podem causar sintomas muito parecidos, mas alguns detalhes ajudam a diferenciá-los.
Coceira no nariz e nos olhos, espirros em sequência, coriza fina e transparente e crises que se repetem após contato com determinados ambientes favorecem a hipótese de rinite alérgica. Já sintomas como dor de garganta, tosse, mal-estar e dores leves no corpo são mais comuns em infecções virais, como o resfriado.
A duração também é uma pista importante: enquanto a rinite pode permanecer ativa enquanto houver contato com o alérgeno, o resfriado geralmente apresenta melhora espontânea em poucos dias.
Ainda assim, nenhum sintoma isolado é suficiente para estabelecer um diagnóstico. Se as crises são frequentes, persistentes ou interferem na sua qualidade de vida, vale procurar um alergista.
Na AlergonSkin, uma avaliação especializada pode ajudar a identificar a causa dos sintomas, reconhecer possíveis gatilhos e definir o tratamento mais adequado para cada paciente.
Aviso: Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui uma consulta médica, diagnóstico ou prescrição de tratamento.
Coceira no nariz e nos olhos, espirros repetidos e sintomas que aparecem após contato com poeira, ácaros, mofo ou outros gatilhos favorecem a rinite alérgica. Dor de garganta, tosse, mal-estar e evolução ao longo de alguns dias são mais comuns em resfriados.
Não. A rinite alérgica não é causada por vírus ou bactérias e, portanto, não é transmitida de uma pessoa para outra.
Pode ser, mas não necessariamente. A coriza transparente também é comum no início de um resfriado. É importante avaliar outros sintomas, como coceira, espirros, lacrimejamento, dor de garganta e tosse.
Sim. A tosse pode ocorrer principalmente quando a secreção nasal escorre para a garganta, causando irritação. Porém, tosse também é bastante comum em infecções respiratórias, por isso o contexto clínico é importante.
Na maioria dos casos, o resfriado melhora espontaneamente em poucos dias. O CDC informa que os resfriados geralmente duram menos de uma semana, embora alguns sintomas, como tosse e coriza, possam persistir por mais tempo.
A rinite alérgica é uma condição que pode ser controlada. O tratamento busca reduzir os sintomas, controlar a inflamação e diminuir a exposição aos desencadeantes. Em alguns pacientes, a imunoterapia com alérgenos pode ser considerada pelo especialista.
Nem sempre. O diagnóstico da rinite é principalmente clínico. Testes alérgicos podem ser indicados quando é importante identificar quais alérgenos estão relacionados aos sintomas e orientar medidas de controle ou tratamentos específicos.