
Por muito tempo, a dermatite atópica foi vista como uma doença só de criança.
Os números mostram outra realidade: entre 2% e 10% dos adultos convivem com a condição, seja porque ela vem desde a infância, seja porque os primeiros sintomas aparecem só depois dos 18 anos.
É uma doença de pele inflamatória e crônica, com coceira intensa, ressecamento, vermelhidão que volta com frequência e uma barreira cutânea que não protege como deveria.
Quando não é tratada direito, ela afeta o sono, o rendimento no trabalho e o bem-estar emocional.
Sim. Uma parte dos pacientes carrega a doença desde pequeno, com fases melhores e piores ao longo da vida.
Outra parte nunca teve nada na infância e começa a apresentar os sintomas já adulto.
Esse segundo grupo, o de início tardio, vem sendo identificado com mais frequência nos últimos anos.
Não existe uma causa única. A doença surge da combinação de vários fatores:
Essa combinação deixa a pele “no gatilho”, pronta para inflamar diante de qualquer estímulo.
Os sintomas parecem com os da infância, mas têm algumas diferenças importantes.
Coceira. É o sintoma que mais incomoda. Costuma piorar à noite, atrapalha o sono e cria um círculo vicioso: coça, a pele inflama mais, coça de novo.
Pele muito seca. A pele perde a capacidade de reter água e fica áspera, sensível, descamando e mais exposta a infecções. Esse ressecamento não desaparece nem nos períodos sem crise.
Placas vermelhas e inflamadas. As lesões costumam ser avermelhadas, grossas e bem pruriginosas. No adulto, a inflamação tende a ficar mais crônica, deixando a pele mais endurecida.
Espessamento da pele (liquenificação). De tanto coçar, a pele engrossa e as linhas naturais ficam mais marcadas, dando uma textura endurecida à região.
Nos adultos, as áreas mais afetadas são pescoço, rosto, pálpebras, ao redor da boca, dobra dos cotovelos, dobra atrás dos joelhos, mãos, punhos e pés. Nos casos mais graves, praticamente qualquer parte do corpo pode ser atingida.
Estudos mostram que quem tem dermatite atópica apresenta mais ansiedade, depressão, problemas de sono, estresse crônico e queda na autoestima. A coceira constante, a aparência das lesões e as limitações do dia a dia pesam nas relações sociais, no trabalho e na família. Por isso, o tratamento não pode olhar só para a pele — precisa considerar a qualidade de vida da pessoa como um todo.
O diagnóstico é clínico, feito no consultório. O médico avalia:
Em alguns casos, exames complementares ajudam a descartar outras doenças de pele ou investigar alergias associadas.
O tratamento varia de acordo com a gravidade e é sempre individualizado.
Hidratação da pele. É uma das partes mais importantes do tratamento. Usar hidratante todos os dias ajuda a reconstruir a barreira da pele, segurar mais água e reduzir a frequência das crises.
Pomadas e cremes. Dependendo da intensidade das lesões, o médico pode indicar corticoides tópicos, inibidores da calcineurina ou outros anti-inflamatórios.
Fototerapia. Em alguns casos de intensidade moderada, o tratamento com luz ultravioleta controlada pode ajudar.
Medicamentos biológicos. Representaram uma virada no tratamento dos casos moderados a graves. O dupilumabe, por exemplo, bloqueia moléculas específicas que alimentam a inflamação, trazendo melhora expressiva da coceira, das lesões e da qualidade de vida.
Inibidores de JAK. São remédios mais novos que também agem nas vias inflamatórias da doença, ampliando as opções para quem não respondeu bem aos tratamentos tradicionais.
Vale buscar avaliação médica quando:
Quanto antes a doença for controlada, menor o risco de complicações e maior a chance de manter a qualidade de vida.
A dermatite atópica é uma doença que exige acompanhamento contínuo.
A AlergonSkin é um centro certificado pelo GA²LEN ADCARE (Atopic Dermatitis Centers of Reference and Excellence), reconhecimento internacional dado a serviços especializados no diagnóstico e tratamento da dermatite atópica, sinal de protocolos atualizados e acesso às terapias mais modernas.
A dermatite atópica em adultos existe, é relativamente comum e pode aparecer tanto na infância quanto pela primeira vez já na vida adulta.
Vai muito além da pele seca: pode afetar o sono, o emocional e a rotina inteira.
Com diagnóstico cedo, cuidado constante com a pele e tratamentos modernos, incluindo biológicos e inibidores de JAK quando necessário, dá para controlar bem a doença e reduzir as crises.
Quem tem coceira persistente, lesões que voltam sempre ou pele muito ressecada deve procurar avaliação especializada.

Por muito tempo, a dermatite atópica foi vista como uma doença só de criança. Os números mostram outra realidade: entre 2% e 10% dos adultos

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